Um lugar para pensar
em voz alta, sem pressa
O Dialética Viva nasceu da convicção de que ouvir com atenção e responder com clareza são habilidades que se cultivam — e que merecem espaço próprio no Leblon.
Voltar ao inícioComo o clube chegou até aqui
O Dialética Viva teve início em 2019, quando um grupo de pessoas com formações distintas — direito, filosofia, jornalismo e ciências sociais — percebeu que faltava no Rio de Janeiro um espaço regular para debater ideias de forma estruturada, sem o tom competitivo dos torneios universitários nem a informalidade das rodas de amigos.
O primeiro encontro aconteceu numa sala emprestada em Ipanema, com sete participantes e uma moção sobre o papel das redes sociais na esfera pública. Das discussões daquele encontro surgiu a decisão de criar um clube com calendário fixo, método claro e espaço permanente.
Desde agosto de 2020 o clube funciona na Av. Ataulfo de Paiva, no Leblon. As sessões de quarta mantêm o formato original — rodadas moderadas com ordem de fala, réplicas e tempo para síntese — e as reuniões de domingo foram acrescentadas como espaço de leitura e preparação das moções da temporada.
Missão
Oferecer um espaço regular e bem conduzido para quem quer desenvolver a argumentação oral, a escuta ativa e o raciocínio crítico — sem fins competitivos e sem requisito de formação prévia.
Valores
- Cortesia no dissenso
- Rigor sem arrogância
- Escuta antes da resposta
- Transparência sobre o método
Quem coordena o clube
Rafael Carvalho
Coordenador geral
Formado em filosofia pela PUC-Rio, coordena o manifesto de moções e a moderação das sessões de quarta desde a fundação do clube.
Isabel Menezes
Mentora de réplica
Advogada com experiência em sustentações orais, conduz o Curso de Réplica Orientada e elabora as notas escritas para os participantes.
Guilherme Fonseca
Facilitador de conselhos
Com passagem por consultoria de governança corporativa, conduz as sessões de estruturação de discussões para conselhos e comitês.
Como conduzimos as sessões
Moderação neutra
O moderador não toma partido durante a sessão. Sua função é garantir tempo equitativo, boa ordem de fala e que os argumentos sejam respondidos e não apenas ignorados.
Manifesto documentado
Cada temporada tem um manifesto escrito com as moções escolhidas, os formatos de debate previstos e o número de falantes agendados. Associados recebem cópia impressa e digital.
Cronometria respeitada
Os tempos de fala são definidos antes de cada sessão e respeitados por todos. O cronometrista usa sinal visual discreto para indicar metade e fim do tempo.
Privacidade dos participantes
Não há gravação pública das sessões. As gravações do Curso de Réplica são de uso exclusivo do participante e não são compartilhadas com terceiros.
Notas escritas detalhadas
No Curso de Réplica, cada rodada supervisionada produz notas escritas do mentor com observações específicas sobre estrutura, tom e escolha de pontos para resposta.
Revisão coletiva da metodologia
Ao final de cada temporada, associados e coordenação se reúnem para avaliar o que funcionou e o que pode ser ajustado. O método do clube evolui com quem participa.
Raciocínio argumentativo como prática regular
Debater bem não é uma característica de personalidade. É o resultado de praticar, receber retorno e praticar de novo. O Dialética Viva foi construído em torno dessa premissa, o que determina cada aspecto do seu funcionamento — desde o tamanho das turmas até o formato das notas dos mentores.
No Leblon, onde o clube está sediado desde 2020, as sessões de quarta reúnem profissionais de diferentes áreas que querem refinar sua capacidade de argumentar em reuniões, audiências, comissões e conversas difíceis. O debate estruturado oferece um ambiente de baixo risco para experimentar posições, errar na réplica e entender por que determinada linha de raciocínio não convenceu.
As reuniões de leitura de domingo têm um propósito diferente: explorar os textos que dão substância às moções do manifesto. Ler bem e debater bem são atividades que se reforçam, e o clube trata as duas com o mesmo cuidado.
Para conselhos e comitês, o trabalho de estruturação de discussões parte da observação do que já existe — quem fala mais, quem raramente fala, como as decisões chegam à mesa — e propõe um protocolo procedimental que distribui melhor o tempo e a atenção entre os membros. O clube não decide pelo conselho; organiza as condições para que o conselho decida melhor.
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